Coisa de Novela - 2
Vou pegar a ponga no parceiro Juliano (laele) que iniciou o assunto novela. Algo que também me chamou atenção.
Religião.
A novela vem quebrando alguns tabus, não tabus idiotas, pra ser uma novelinha-exemplo.
O autor adota uma visão interessante de não preconceito.
Tem um evangélico filho de uma “mãe de santo”, que apesar de pastor, compreende a maneira pessoal que pessoas (desculpe a redundância), como sua mãe, acreditam em Deus. Ele entende sem anular a sua fé. Em oposição, o fanatismo (representado muitas vezes com exagero, devo acrescentar) que mostra um lado mais comum na realidade, diferentemente do primeiro.
Outro fato importante, foi a manifestação do candomblé na garota (que é uma mulher linda, diga-se de parada), algo muito puro, simples e bonito, mostrou um ponto de vista que nunca vi antes na TV aberta, algo muito respeitoso, diferente das sátiras e condenativas exibidas em todo lugar.
Fico feliz por saber que a TV brasileira muda, sei que ainda está uma merda(exceto futura J), até porque a novela no geral tem muita besteira, mas já é um caminho pra ficar legal.
Estou meio triste por não postar com mais freqüência, mas o farei.
Davi Camelier
Escrito por Davi Camelier às 23h54
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Coisa de novela
Não tenho o costume de estar assistindo, muito menos comentando novelas. Afinal, que espécie de homem e o que perde tempo com estes folhetins?! (Mentira! Sou noveleiro mesmo! E ainda fico comentando em casa!)
Porém, uma cena despertou meu senso crítico nos últimos dias. Nosso protagonista e companheiro do folhetim das nove horas, Evilásio, num comício político. A cena foi tocante. Não consegui me conter. Quase deixo lágrimas rolarem pelo meu rosto. A cena inicia-se com sua sogra (SOGRA! IMAGINEM SÓ!) discursando com extrema coerência em defesa de seu genro e de assuntos como igualdade racial, de gênero e uma série de outras causas sociais.Calma! Ainda não acabou por aí... Depois o próprio Evilásio assume o microfone e inicia seu discurso. Neste momento quase tenho orgasmos múltiplos no sofá da sala. O protagonista inaugura sua oratória citando Martin Luther King! O candidato à vereador proveniente da Portelinha não perde o ritmo e lembra-nos do grandioso Obama – candidato à presidência dos Estados Unidos, quase vencedor , por sinal – como um dos exemplos de sua luta em prol das minorias necessitadas. E conclui seu discurso vibrante nos fazendo acreditar que realmente o Brasil e a Portelinha têm jeito! Perfeito! Encantador!
Estou convicto de que Evilásio Caó (não sei exatamente a grafia exata de seu nome, preciso de um santinho!) possui o espírito político que nossa nação precisa pra entrar nos eixos! Trata-se de homem jovem, honesto, vindo de camadas sociais desfavorecidas, um homem de garra, que defende os interesses do povo! Enfim, eu não tenho mais dúvidas, o meu voto é de Evilásio!
É uma pena que ele seja um personagem da ficção.
Fico pensando no que o diretor da novela queria que nós pensássemos da cena. Será que ele queria nos mostrar que este tipo de político só existe mesmo na novela das oito? Eu gostaria tanto de vê-lo no Jornal Nacional... São apenas alguns minutos antes. É uma pena mesmo. Resta saber - e fica uma réstia de esperança - que o autor tenha se inspirado em algum ser humano real. Difícil de acreditar não é? Infelizmente é muito difícil.
Bom, então vocês já sabem. “Na eleição a certeza é uma só, o voto certo é Evilásio Caó!” (Acabei de criar o slogan). Na ficção ele é bastante promissor...
Juliano Leví (que anda pensando seriamente em procurar o tal candidato e se oferecer pra ajudar na campanha.)
Escrito por Juliano Levi às 23h17
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Pequeno conto que fala sobre a vida e as pequenas coisas
Tarde quente no interior do estado. André pára seu Citröen em frente à cancela de uma chácara. Ele é um Engenheiro Chefe do setor de Mecatrônica de uma grande empresa da capital. André é jovem e teve uma ascensão muito rápida dentro da empresa. Em um ano e meio de trabalho já ocupava o cargo mais alto de seu setor. “Isso merece grandes comemorações”, disse ele quando entrou de férias...
E que férias! Dos vinte dias que ele tinha disponível, em quinze ele curtiu inclusive de forma excessiva. Bebeu, perdeu noites, envolveu-se com várias mulheres, tudo isso sem descanso adequado.
Agora estava parado em frente àquela chácara justamente para isso: descansar. Resolveu depois de tanta agitação, passar alguns dias no sítio de sua avó. Entrou no sítio, estacionou o carro – novo, por sinal, - falou com avó educadamente e foi arrumar suas coisas num quarto já reservado para ele.
“Cinco dias de tranqüilidade”, pensou. E realmente era muito agradável àquele sítio. Havia cavalos, uma piscina, um pequeno bosque com uma cachoeira escondida por lá, enfim, para André era praticamente impossível alguém não se sentir feliz ali.
Mas era justamente o que parecia acontecer com a velha. Ela não deixava de comer, nem de fazer pequenas tarefas da casa, porém não as executava com a alegria e o sorriso que André estava acostumado a ver em outras épocas. Ela andava amuada, meio jururu, assim borocochô sabe? E assim manteve-se por dois dias. No terceiro André resolveu procurar saber. Falou com o primo, que era caseiro, e com quem ele havia convivido durante a infância. O primo também não sabia direito o motivo, mas falou que a velha ficava assim quando não conseguia resolver alguma coisa.
O rapaz da capital resolveu conversar com a avó. Perguntar o que estava acontecendo afinal. Ele mal começou a falar, a velha virou-se e tomou o rumo dos fundos da casa. Ele achou que devia parar de perguntar, que a velha não queria conta com ele, sei lá. Cinco minutos depois ela voltou carregando um velho rádio Telefünken que tinha quase a idade dela.
Sem dizer uma palavra estendeu o dinossauro para o neto. Ele compactuou com o silêncio e se pôs a examinar o trambolho. Era um rádio velho, somente pra AM/FM, mas ainda funcionava. Troca um fio aqui, um fusível ali - “sabia que um dia iria usar aquela caixa de ferramentas!” – e voilá! Estava lá a relíquia funcionando sem ruído algum. Pela primeira vez, desde que chegou, voltou a ver o velho sorriso no rosto da velha. Aquele tipo de conserto era primário pra quem passou quatro anos estudando sistemas eletrônicos. Mas deu-lhe uma agradável sensação de competência. A avó prontamente sintonizou o rádio e ouviu a clássica Ave-Maria, das seis horas. Logo após a execução da música, desligou o rádio e voltou a fazer as coisas de sempre, desta vez alegremente.
“Ah! É tão bom quando posso ouvir minha ave-maria... muito obrigado meu netinho!”.
Beijou-o na testa e saiu cantarolando...
Juliano Leví (feliz pela quebra da barreira de mil visitas do blog. " Isso merece grandes comemorações ! " , pensou ele.)
Escrito por Juliano Levi às 22h36
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Layout Temporário
Pessoal, peço desculpas pelo layout "tosco", mas adianto logo dizendo que é temporário, até resolver o problema dos comentários no outro. Com o Layout bonito não tava dando pra comentar, mas agora dá!(laele) então pronto! se esbaldem comentando !
Agradeço a compreensão
Escrito por Davi Camelier às 00h00
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2 gemidos e só.
Estava eu voltando para casa em plena quarta feira, não sei se era noite ou tarde, só sei que o relógio marcava 18h30min, em ponto, e algo muito sinistro aconteceu...
O nome dela não se sabe ao certo, entretanto eu a chamava pelo apelido de Silvestre. Tratava-se de uma gatinha de rua e assim a apelidei por conta das condições adversas de vida que certamente afligiram-na pelas ruas, ou melhor, pela selva. Seu pêlo era estranho, era robusta e o seu miado estridente. Parecia que ela sempre andava com fome e creio que por causa disso miava tão forte. Em minha casa, as pessoas, exceto eu, não eram muito afeitas a ela e por conta disso o tratamento destinado a ela não era dos melhores.
Eu gostava dela, mas evitava tocá-la porque desconheço as doenças que poderiam ser transmitidas dela para mim (e vice-versa). Tratava-a bem na medida do possível. Dava-lhe comida e água e também não agredia o bichano, diferentemente da minha irmã que a recebia com vassouradas. Minha mãe, por sua vez, fazia o mesmo, porém só o fazia quando estava estressada. (QUASE SEMPRE).
O fato é que ao chegar em casa, estacionei o carro, estava prestes a abrir o portão para guardá-lo na garagem e de repente eis que surge Silvestre toda serelepe, queria atravessar a rua e mal sabia ela que estava prestes a realizar a sua última ação. Pude observar atentamente o momento de dúvida daquele pobre ser, pois no exato momento em que “precisou” atravessar a rua , ela encontrava-se acuada por um grupo de MARGINAIS em um lado e a temível rua do outro. Optou, pois, enfrentar a rua, e infelizmente presenciei o seu choque com uma motocicleta. (Em VERDADE TRATAVA-SE DE UMA MOTO)
Tentei fechar os olhos para não ver tamanha DESGRAÇA, mas não consegui fazê-lo em tempo hábil. Embora o impacto tivesse sido forte, Silvestre conseguiu transpor a MALDITA rua, chegou ao outro lado e deitou-se no passeio. Pronto, o panorama estava completo.
Foram 2 gemidos e só.
Escrito por Birigui Morais às 21h22
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CARA NOVA E PERFIL SEMELHANTE
Oi
Dedico, neste exato momento, um pouco de tempo para que eu possa me apresentar. Ora, estava “ocioso” e recebi um convite meio inusitado do amigo Juliano Leví. Aceitei, pois, achei interessante a proposta salarial. Afinal de contas, não é todo dia que se recebe uma proposta-salário de um MICÃO ( sem trocadilhos) para realizar um trabalho interessante.
Sem mais delongas, vou-me “apresENTRAR”, sou Adriano Morais ( conhecido internacionalmente como Birigüi) e tal como os outros integrantes da equipe , sou estudante. Faço História na UFBA e Administração na UNEB. Não sou do tipo revolucionário, vulgo COMUNISTA DE MCDONALD`S, tenho um perfil “autêntico” e pretendo corroborar de forma significativa para a melhora da nossa coluna. Trabalho como Monitor de História da Rede Resgate de Ensino e tenho pretensões bem definidas na minha carreira ( por sinal , muito parecidas com as de Juliano) e estou lutando para que tudo dê certo.
Creio na possibilidade de matérias interessantes, intrigantes e engraçadas também. A idéia do Blog é muito boa e por isso aceitei o convite. Desde já, agradeço a paciência e espero o reencontro através dos diversos temas que iremos tratar por aqui.
Um grande abraço, Birigui Morais.
Escrito por Birigui Morais às 12h13
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Personagem urbano
Mais uma tarde quente no centro da cidade. Sou um personagem urbano comum, presente de forma constante na vida das pessoas. Apareço e sumo normalmente sem que se dêem conta de minha existência. Realmente sou muito comum.
O ônibus chega.Entro pela frente.Devo fazer isto cerca de 30 vezes por dia. Tornou-se automático. Sei exatamente o que dizer. Olho para os passageiros. Respiro fundo e começo:
- Boa tarde pessoal. Desculpe incomodar o silêncio da sua viagem. Mas vim hoje aqui pedir encarecidamente alguns segundos da atenção de vocês. Sou de uma organização chamada Tempestade de Idéias. Nossa fundação não tem vínculos governamentais e não tem fins lucrativos. Vim aqui nesta tarde pedir somente que acessem nosso site e comentem nossas produções. Não vai custar nada e vocês estarão ajudando a manter pessoas com saúde mental estável. Pra vocês entenderem pessoal, antes de entrar para essa organização, eu era uma pessoa menos feliz, sempre de mau humor e nunca conseguia publicar minhas idéias...
Mas agora tudo mudou pra mim pessoal. Hoje sou homem restabelecido, estou livre dos males do ócio mental e consegui me reintegrar a sociedade. Tudo graças ao Tempestade de Idéias. Então pessoal, novamente agradeço a atenção de todos vocês e desejo à todos uma boa viagem.
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Galera, essa foi uma das formas que encontrei para fazer o singelo pedido de acessos e comentários para nosso blog. Principalmente comentários. Precisamos saber a receptividade de vocês aos nossos textos, é disso que sobrevive o nosso blog.
Novamente agradeço a atenção e desejo a todos “uma boa viajem”.
Juliano Leví ( sinceramente satisfeito com o novo "pacote de gráficos" do blog. )
ps.: em breve novidades em nosso staff !
Escrito por Juliano Levi às 00h30
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Nota sobre o caso Isabela
Tem sido inevitável nestas últimas semanas não ouvir ou não assistir nada sobre o caso da menina Isabela. Trata-se de uma comoção nacional, porém, sempre que vejo algo relacionado me vem um misto de indignação e repúdio.
Indignação, pois a grande maioria simplesmente se comove, mas esquece completamente da nossa triste realidade soteropolitana. Ainda nas últimas semanas tivemos o caso do adolescente que assassinou outro a tiros, frente a um Colégio Adventista de Salvador. Vale lembrar que nenhum dos dois tinha mais de dezesseis anos. Ou seja, temos crianças matando crianças em nossa cidade, e onde estão as massas que se comovem?
Repúdio por que o caso Isabela realmente inspira isso. Independente de quem tenha matado a menina (cabe aos órgãos designados para tal descobrir, não darei palpites, pois é a vida de um ser humano, não um jogo de futebol.), alguém que faz, ou permite, que algo do tipo seja feito não pode ser chamado de ser humano. É um monstro, biologicamente uma pessoa, mas, ainda assim, um monstro.
Este caso, porém, contém uma série de aspectos que merecem uma análise. Pois observando com atenção vemos que ele representa um retrato geopolítico e social fiel da classe média alta brasileira, uma camada dominante. O primeiro fator a ser levado em conta é o fator geográfico. O crime foi em São Paulo, maior capital do país, historicamente um pólo de atração nacional. Pois me parece que se ocorresse, por exemplo, em Belém do Pará (nada contra os paraenses) a repercussão seria bem menor.
Outra questão que é relevante é o fato de que as pessoas envolvidas são de classe média alta. Ou seja, são pessoas que tinham dinheiro e boas condições de vida. Representam os sonhos de consumo de nossa população. Carros do ano, condomínios fechados, pessoas bonitas, de carreira profissional estabilizada, enfim vida que muita gente inveja. E por tantas vezes ouvi a fatídica frase: “Eles têm tudo, por quê fizeram uma coisa dessas?”. O pensamento que me arrebata como ato reflexo é: “Quer dizer que se eles fossem pobres teriam razões para matar a filha de cinco anos?”.
O casal Ana Carolina e Alexandre são também símbolos do boom de divórcios e separações que nossa sociedade vêm assistindo desde os anos 90. Casais separam e casam de novo formando famílias que mais parecem colchas-de-retalho e nada têm de homogêneas e unidas de forma sincera. Querendo ou não filhos e enteados terminam convivendo com estranhos em suas próprias casas.
Enfim, o caso Isabela representa a queda (infeliz trocadilho não-intencional) dos valores morais e de toda uma idéia de tranqüilidade da classe média alta brasileira. E toda queda neste nível gera escândalos, todo escândalo atrai a atenção da mídia. A mídia ganha e massifica os escândalos, injeta comoção e amplifica em escalas nacionais. O caso Isabela é pop. Trágico e hediondo, mas ainda assim é pop.
Juliano Leví (cidadão comum, ou não, indignado.Mas ainda assim feliz por reativar o blog)
Escrito por Juliano Levi às 11h59
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O retorno
Pessoal, antes de mais nada, peço sinceras desculpas por manter o blog sem atualizações por tanto tempo. Aqui vai uma lista de desculpas esfarrapadas das quais o blogueiro Juliano Leví se utiliza para justificar sua longa ausência no blog:
- virou professor de história de duas turmas de 7ª série de Colégio Militar.
- Faculdade pegando no pé, 3º semestre.
- Um projeto ultra-secreto aqui revelado de criação de um livro de poesias. Ainda em andamento, tenho 38, quando tiver 40 direi que faltam algumas pra completar.
- Períodos de turbulências emocionais, em relacionamentos amorosos (acontece com todo mundo)
Depois dessa breve seqüência de motivos ínfimos, vamos ao que interessa: O RETORNO DO TEMPESTADE DE IDÉIAS !
NOVOS TEXTOS!
NOVOS COMENTÁRIOS!
NOVAS FRASES EMPOLGANTES ESCRITAS COM CAPS LOCK ATIVADO!
E as antigas piadas e trocadilhos de sempre!
Juliano Leví (que continua pedindo desculpas por ter ficado tanto tempo sumido)
Escrito por Juliano Levi às 11h28
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Sempre fui contra coca-cola, isso é fato que não vem de agora, culpa de meu pai que é extremamente xenofóbico quando se fala de EUA ou Inglaterra. Coca-cola faz mal e todo mundo sabe (mas ninguém admite, para um bem próprio), mas dá vontade sempre de tomar um copo à mais, seja pela vontade fisiológica, pelas propagandas altamente atrativas ou até pra se sentir uma pessoa mais legal (como na propaganda), dizem até que o papai noel vermelho (originalmente ele era marrom!) é obra dos publicitários dessa grande multinacional. Mas confesso à vocês que depois de ler um artigo do blog Mundo Gump, minha concepção sobre refrigerantes, e principalmente coca-cola, piorou. Clique no link e entenda o que digo:
Aula Sobre Refrigerantes
O texto é um pouco grande mas vale a pena ler do início ao fim.
Escrito por Davi Camelier às 18h02
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Pequenas discussões memoráveis do lar
Hora do almoço:
- Menino vem almoçar!
Alguns segundos de espera e a mãe na cozinha ouve a resposta:
- Peraê mãe, to vendo desenho!
Sons de explosões e gritos estridentes saindo da TV, a mãe do menino passa uma simples e singela mensagem:
- Desliga esse negócio menino! A comida vai esfriar.
- Calma mãe! Não vou demorar, tá chegando a melhor parte!
A mãe está, aos poucos, perdendo a paciência:
- Menino, já disse pra você largar esse negócio e vir almoçar! Se a comida esfriar você não vai querer comer...
- Que nada mãe, justamente agora que o Super Samurai vai explodir toda sua força e avança com toda fúria pra derrotar o Doutor Xis!
- Menino! Eu não quero perder a paciência! Venha logo almoçar, você já viu esse desenho mais de três vezes. Já sabe até o que vai acontecer...
- Eu sei. Mas é que é divertido, empolgante!
- Humpf! Uns desenho chato feio...Não sei como você gosta disso...
- Sim minha mãe, você também se acaba aí assistindo suas novela e eu num fico criticando.
- Não fale mal de minhas novelas não!
- Ah bom! Você também sempre sabe o que vai acontecer e mesmo assim assiste a novela.
- Nem sempre meu filho. Hoje mesmo, é um dos capítulos finais de "Doçura do mel da paixão" e eu não sei o que vai acontecer.
- Ah sim, li numa revista que o casal termina juntos e vivem felizes, e que a gravidez da vilã é falsa e o mordomo foi quem realmente assassinou o magnata.
- Menino! Vem almoçar!
Juliano Leví (que reencontrou o celular e procura desafiantes para um jogo de botão)
Escrito por Juliano Levi às 01h10
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Feliz ano novo !
Bom pessoal, peço desculpas pelo atraso em novas publicações do blog. Sabe como é, fim de ano, blogueiro inventa de ir para um lugar paradisíaco extremamente isolado onde o traço mais avançado de tecnologia é a luz elétrica. Ou seja, completamente incomunicável. O celular implorava por um sinalzinho e o computador mais próximo estava além do raio de 6 km, e com certeza não era um pentium 4 com acesso à internet.
Ainda estou com idéias rarefeitas para lançar uma crônica nova, mas estou me esforçando...e toda o resto da equipe também.
Deixo então apenas uma idéia para reflexão:
A quantidade de champagne ingerida é inversamente proporcional à sua quantidade de lembranças da noite anterior...
Saldo final do meu reveillon:
- Um par de sandálias havaianas perdidas.
- Um celular desencontrado, ainda com chances de ser localizado.
- Um trio de amigos com a barriga doendo de tanto dar gargalhadas.
- Uma festa semi-surpresa de aniversário.
- Um reveillon inesquecível.
Juliano Leví (que para tristeza geral da comunidade feminina internacional está oficialmente namorando e não é nem um pouco convencido).
Escrito por Juliano Levi às 02h30
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Carta para o Exmo. Senhor Papai Noel.
Papai Noel,
Este ano nós da equipe do Tempestade de Idéias nos comportamos muito bem(raríssimas exceções, como uma ou outra festa na casa de amigos,mas nada de mais...). Fizemos nossos deveres de casa e lutamos para manter o blog no ar e sempre limpinho e atualizado. Fizemos boas ações, como fazer propaganda de outros blogs e manter as pessoas sempre informadas sobre as oscilações na bolsa de valores de Taiwan e o mercado internacional de produtores de carne de avestruz. Viemos então pedir através deste, que o senhor nos presenteie com bastante generosidade pelo que fizemos neste ano, e ainda com a promessa de que, ano que vem, seremos rapazes ainda melhores.
Sendo sincero, honesto e objetivo com o senhor, apresento-lhe então a lista de pedidos de cada integrante deste blog :
- Juliano Leví quer um boneco do Max Steel - Inimigo do Trovão, uma pista ataque dos tubarões da Hot Wheels, um jogo War-Império Romano e um Corsa modelo 2008, com ar-condicionado e vidros elétricos(de preferência da cor preta, mas ele não se incomoda se for de outra cor.)
- Davi Camelier quer um caderno de desenhos, um estojo de canetas hidrocor com 36 cores sortidas, um óculos de visão de raios-X e uma vaga numa universidade pública(de preferência UFBA, mas ele não se incomoda se for outra.)
- Tiago Alves quer um faqueiro de prata de 54 peças para jantares especiais, uma cozinha completa em material de alta qualidade com geladeira frost-free e um livro com os 600 melhores ditados milenares chineses de todos os tempos(de preferência de Confúcio, mas ele não se incomoda se for de outro autor.)
Bom, desde já agradeço sua compreensão e atenção que nos é dada.Um último pedido que é unânime entre os integrantes da equipe é que chovam comentários e visitas no nosso blog no ano que vem(de preferência em mesmo número que a população do estado de São Paulo, mas agente não se incomoda se for de outro.)
Esperamos ansiosamente pelos presentes, acreditamos que merecemos.
Atenciosamente,
Equipe Tempestade de Idéias
Juliano Leví (pensando que se ganhar o Max Steel - Inimigo do Trovão já estará satisfeito, que acha que nem vai lembrar dos outros pedidos...)
Escrito por Juliano Levi às 00h53
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Bom, é a estréia de minha pessoa no blog, ou seja, prazer a todos. Depois de bater na mesma tecla todo dia, a procura do texto perfeito, eu e Juliano pensamos no seguinte: “que tal fazer um guia turístico pro povo!?”.Ótima idéia, curti bastante, e a partir de hoje, sou o seu guia 6 rodas(porque meu buzú nunca teve 4)para a sua viagem com crianças, a sua lua-de-mel com seu(sua) companheiro(a), e outras oportunidades de viagem.
Pra iniciar a minha coluna, envio para vocês blogueiros, a fantástica cidade baiana de Massarandupió:
A paisagem é encantadora: com mar limpo e ondas fortes, pássaros, dunas e coqueirais, a praia de Massarandupió, na Bahia, é também área de proteção ambiental. Lá acontece, anualmente, desova de tartarugas. O local tem cerca de dois quilômetros reservados para a prática do naturismo. Ah, recado para os que tem "fogo" demais: quem vai pra lá, pra transar na praia, esqueça, será expulso. Ereção fora d'água não é permitido e para os cuecas: homem solteiro não entra, com exceção de criança. Pena né amigo, pena.

Localização: município de Entre Rios, a 93 Km de Salvador. O acesso se dá pelo Km 88 da Linha Verde, sentido Salvador/Aracaju, mais 10 Km de estrada de terra. Para chegar na praia, precisa-se caminhar 20 minutos entre dunas e coqueirais.
Onde comer: Há dois bares na praia que servem refeições.
Onde ficar: Pousada Carmo - apartamentos com ar condicionado, frigobar, TV e piscina por R$ 100 a diária (R$ 80 sem TV). Telefone: (11) 3402-4045.
Fiscalização: Filiada à FBrN e com Código de Ética fiscalizado pelos freqüentadores. Estão proibidas todas as atividades humanas que impliquem na descaracterização da flora, fauna e ecossistema, além de tráfego de veículos e iluminação na área de desova de tartarugas marinhas.
PS: Caro leitor, se não confia na potência do seu amiguinho, eu não aconselho. Risco de constrangimento. Se acha que seu amiguinho é uma anão, não aconselho, risco de constrangimento. E se a pipa do vovô não subir, desista, constrangimento total. Obrigado.
Guia 6 rodas, pois meu buzú nunca teve 4.
Escrito por Tiago Alves às 22h41
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Idéias que correspondem aos fatos?
No meio da noite, com insetos pousando em minha tela (inclusive algo que parece um grilo tenta comer o cursor de meu mouse), após dar uma olhada em minha caixa de e-mails, resolvi escrever este texto.
Provavelmente vocês já receberam as numerosas e intermináveis animações de Power Point cujo conteúdo é, basicamente, o seguinte:
- Uma música suave de fundo.
- Imagens de flores, um pôr-do-sol, um casal de crianças, um filhote e etc.
- Uma mensagem, com letras bonitas, que falam de Deus, felicidade, fraternidade e outras faces lindas da vida.
É interessante notar a quantidade de ensinamentos e valores que transitam nestas mensagens. São quase manuais de vida e caminhos para felicidade! São uma maravilha se você está com o astral meio baixo, ou desocupado no momento, mas chega uma hora...
Imagine então se todos que te passassem este tipo de mensagem tivessem aprendido o que contém nela? Sem o mínimo receio do lugar-comum, o mundo seria muito mais bonito! Ah! Se todos agissem de forma correspondente a estas pílulas eletrônicas de sabedoria! Principalmente aquele vizinho insuportável que não quer deixar ninguém fazer nada e ainda fala da vida dos outros...
Pois é, seria este o pobre reflexo de uma sociedade que só ama na teoria?
Deixo a questão no ar. Pois esta daria um livro se vacilar.(Uhm! Rimei de novo, é o hábito...)
Bom, o natal está se aproximando, é tempo de perdoar, ouvir os sininhos, comer peru, trocar presentes...
Mas tente perdoar quem enche sua caixa com estes e-mails...
Juliano Leví (Obrigado a utilizar o computador de madrugada, pelo irmão, de seis anos...)
Escrito por Juliano Levi às 00h47
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