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15/06/2009

Letras no vidro

 O rubor, na face,

O tambor, no peito,

O tocar, na estrela,

O chover, nos dedos.

 

Ela é mais bonita naquelas horas.

 

Muito feliz

Juliano Leví ( Esse poema me acordou às 02:00 da madrugada para ser escrito. Gostei dele. É significativo.)

 

 


Juliano Levi, 23h54

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Se jogue !

Dia dos namorados passou. Para quem está namorando, parabéns. Para quem está solteiro, parabéns também. Os dois estados são excelentes, é tudo uma questão de ver as coisas de forma positiva.

Mas andei pensando algumas coisas. Não sou nenhum “sumo - entendedor” das coisas da vida, nem tenho experiência sexagenária. Mas tenho um sincero conselho para você, que está lendo este blog. Meu conselho sentimental é: se jogue. Isso mesmo, se jogue, viva, curta, arranque o máximo que um relacionamento pode oferecer. Independente do status que você coloque no Orkut, independente do que você diz para seus parentes e amigos. Se existe uma pessoa legal (e minimamente atraente para você) disposta a ficar contigo, não perca tempo, se jogue.

É tão grande o tempo que nós perdemos com dúvidas e inseguranças infrutíferas. Nos questionamos tanto, nos seguramos tanto, que deixamos de aproveitar um tempo que é precioso. Eu tenho uma equação básica que soluciona este tipo de situação. Ela consiste no seguinte raciocínio: a vida é uma só; os prazeres que podemos encontrar nela são infinitos; as oportunidades são raras e os arrependimentos devem tender à zero. Cada de segundo de hesitação pode nos fazer perder um orgasmo indescritível, um momento mágico de coincidência, um beijo épico sob a chuva ou qualquer maravilha que o mundo pode nos proporcionar.

Não há coisa melhor que a felicidade amorosa e sexual. Vale a pena se arriscar por um objetivo tão valioso. De fato, as chances de acerto são menores que as de erro. Mas e daí? Você vai ficar aí parado, choramingando com medo de que as coisas saiam erradas e você se machuque? Não há a menor lógica nisso. Deus nos fez com a poderosa capacidade de aprendermos com a derrota e nos reerguermos. Sempre há recuperação. Por mais crítica que seja a situação, por mais grave que seja o dano, por mais seqüelas que permaneçam, o ser humano sabe se recuperar.

Tem alguém no mundo amando enquanto eu escrevo. Alguém no planeta terra alcança o nirvana sexual enquanto eu almoço. As pessoas se beijam no Japão enquanto eu durmo. O mundo gira e as pessoas devem correr contra o tempo para se amar mais. Estou lançando uma campanha universal neste momento. Ela chama-se: “Se jogue”. Vamos lá, vamos aderir a essa campanha. Fique com aquela sua amiga do colégio, chegue na garota do seu condomínio, dê uma chance ao cara que fica te olhando de longe, arranque um sorriso da moça da floricultura, enfim, se jogue. Esqueça a timidez, deixe as dúvidas de lado. Viva intensamente as pessoas que te cercam. Apaixone-se, ame, faça sexo, beije, abrace, se satisfaça. Só os filhotes de águia que se atiram do precipício conseguem voar pelo céu infinito.

Muito feliz

Juliano Leví ( Quem gostou da campanha comenta aí.)


Juliano Levi, 00h56

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04/06/2009

Luz

Tirei as roupas dela em silêncio.

Nada mais que o ruído dos tecidos sobre a pele lisa.

Os olhos dela fechados,

Como se sua alma estivesse sendo despida.

 

Nua,

Somente as asas cobriam seu corpo magnífico.

Um arrepio,

Ela sentiu prazer antes mesmo que eu a tocasse.

 

Abrindo as asas,

Revelou-me as mais perfeitas formas,

Convidativa, entregue,

Suplicante pelo meu calor.

 

Uma lágrima rolou do meu rosto,

Caiu-lhe sobre o seio.

E beijei-a exatamente ali,

Que então se contorceu inebriada.

 

Deitei-me sobre a deusa viva,

Não sem antes admirá-la de novo.

Lá estava, a alada encarnação da paixão,

Sensual, destruidora.

 

Abracei-a,

Querendo que todo meu corpo tocasse o dela,

Suas mãos alisaram minhas costas,

E iniciamos a sinfonia.

 

De súbito,

Mudamos de posição,

Ela deitou-se sobre mim,

E arqueou seu corpo,

Enquanto o prazer se irradiava.

 

No momento crítico,

Abriu as imensas asas numa visão impressionante,

Um avatar de deusa e um humano,

Um espetáculo lascivo e belo,

Um êxtase divino,

De um pecado capital.

 Muito feliz

Juliano Leví    ( Um dos meus poemas prediletos.  Comentem, por favor. )

 


Juliano Levi, 21h43

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03/06/2009

Dor de cabeça

Dor de cabeça, headache, dolor de cabeza, mal de tête. Independente de língua que se fale, todo mundo sabe o que se trata. Para os médicos chama-se cefaléia, para alguns homens infelizes chama-se “desculpa esfarrapada”. De fato, existem coisas na vida piores que uma dor de cabeça, mas nenhuma é universalmente tão irritante quanto ela.  Praticamente todo mundo sofreu, sofre ou sofrerá deste incômodo. Estatisticamente, pelo menos 90% de toda a população mundial passarão por esse suplício ao longo da vida.

A sensação de pressão no cérebro, dores na órbita ocular, intolerância à alta luminosidade e ruídos com grande volume, todos esses são sintomas de dor de cabeça. É interessante como nós, seres humanos em geral, não somos adaptados para exercer nenhuma atividade com eficiência se estivermos com a famigerada dor. Assistir televisão ou resolver um problema matemático de alta complexidade torna-se igualmente fatigante se estivermos sendo tomados pela cefaléia. 

Uma das grandes causas para a dor de cabeça é a atividade cerebral intensa durante um longo período de tempo. Fico imaginando grandes símbolos da humanidade sendo desgastados pelas dores. Einstein devia sofrer muito, Aristóteles, também, Michelângelo então... Imagina ter que ficar horas pintando o teto da Capela Cistina. As dores com certeza foram grandes inimigos destes e de tantos outros ícones da história da humanidade. A própria mitologia grega está repleta de alusões às dores de cabeça. Atena teria surgido de uma forte dor de cabeça de Zeus. Na esperança de curar o senhor do panteão grego das dores, Hefesto deu-lhe um golpe de machado na cabeça e pela abertura teria nascido a deusa da sabedoria.

Dor de cabeça pode não ter sido um problema grave para alguns indivíduos marcantes. É possível que alguém tenha buscado usar a dor como chave de sua produção. A opressão física e mental do ser humano por uma entidade desconhecida é um tema instigante para ser trabalhado. Considerando que a dor de cabeça é algo que quase todos conhecem bem, é fácil sensibilizar as pessoas quanto a natureza da mesma. Por exemplo, o quadro “o grito” de Edvard Munch, me parece emblemático neste sentido. Quem não relaciona aquela figura perturbadora com uma maldita dor de cabeça?  “Guernica” de Pablo Picasso, enxaqueca grave. “A tentação de Santo Antônio” Salvador Dalí, haja aspirinas. “O êxtase de Santa Teresa” de Bernini... Aquilo não era bem dor de cabeça...Mas que o italiano entendia de dor, isso era indiscutível.  

Enfim, ela está presente em nosso cotidiano. Ocorre quando menos esperamos e nunca desejamos que ela ocorresse. Atrapalha nosso rendimento, incomoda, nos deixa vulneráveis. DOR DE CABEÇA. Enquanto o homem existir, ela estará presente. Vai um analgésico?

Muito feliz

Juliano Leví ( Com dores de cabeça. Fim de semestre na faculdade...sabe como é...)


Juliano Levi, 00h15

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28/05/2009

Mensagem de texto

Meia noite. Meu relógio acabou de apitar. Volto pra casa dirigindo tranquilamente. Choveu forte durante o dia inteiro e um vento gelado entra pela janela do carro. Ouço somente o som suave do veículo deslizando sobre a pista molhada. Eu tinha acabado de deixar ela na frente de seu prédio. Fazia um bom tempo que não nos víamos, até o dia de hoje. Sempre tive amor por ela, mas somos apenas grandes amigos. Passamos o dia todo juntos. Conversamos, nos divertimos, lembramos velhos e bons tempos. Rimos bastante e tivemos momentos de genuína felicidade.

Agora eu estava ali, no carro, voltando para casa. Mas meu sentimento transportou-me para longe dali. Revivi os raros momentos em que fomos amantes em vez de amigos. Senti-me passeando por seu corpo outra vez, tal qual meu carro naquela avenida vazia. Lembrei do seu gemido sutil e dos beijos que lhe dei na nuca, que me fizeram sentir o gosto amargo do perfume. Retornei abruptamente pro meu corpo para tentar conter meu coração, que se acelerava com as lembranças. Reduzi a velocidade, do coração e do carro, pois estava chegando a minha casa. Entrei no apartamento. Minha bagunça continuava intacta. Dei de ombros. Era muito tarde para limpá-la. Tomei um banho. Mas a água quente não levou minhas lembranças pelo ralo.

Meu celular anunciou uma nova mensagem de texto enquanto eu me enxugava. Era dela. Mas não ma apressei. Enxuguei-me calmamente e fui a cozinha comer alguma coisa. Pus-me a imaginar o conteúdo da mensagem. Teria ela descoberto que me amava também? Diria que quer ter filhos comigo? Ou poderia dizer que espera por mim ansiosamente em sua cama, para fazermos amor como nunca? Todas as hipóteses, principalmente a última, agradaram-me bastante. De fato, deveria haver um motivo lógico para aquela mensagem noturna. Depois do dia que tivemos, com certeza não era algo banal...

Só então fui pegar o celular. Abri a mensagem e li:

“Está tarde. Me liga pra avisar se chegou bem em casa. Beijos. Boa noite.”              

Muito feliz

Juliano Leví ( Professor do Programa Universidade Para Todos do governo federal. Feliz com isso.)


Juliano Levi, 22h57

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22/05/2009

Poeta no divã

 

- Então doutor, como eu vinha dizendo, eu tenho uma rotina normal, a maioria das coisas ocorre bem, mas eu tenho um problema...

- Qual o problema?

- Eu sofro de promiscuidade literária. Eu tento me fixar numa musa só, mas não consigo.

- Explique melhor...

- É assim, as mulheres tem uma tendência de natural de arrancar-me poemas. Toda mulher bonita que vejo, ou que passa por minha vida, eu dedico um poema. Teve a Carol, Briza, Ísis, Gisele, Renata... Até mulheres que não sei o nome. Outro dia, doutor, o senhor não tem noção... Eu vi uma morena... Nossa, que morena! Me rendeu uns quatro poemas...

- Interessante... E como você se sente quando escreve esses poemas?

- Bom... Eu começo suavemente, só com as idéias. Depois eu vou despindo as idéias de todo pudor imaginável. Aí a coisa vai ficando quente, acelerando. E o ritmo vai subindo, subindo até que “bum”! Há uma explosão! Depois disso eu relaxo... Curto o momento...

- Explosão?

-É, doutor, explosão sabe... Eufemismo para orgasmo poético.

- Orgasmo poético?

- É... Orgasmo poético, clímax lírico, gozo literário. Enfim, é o momento máximo, quando alcanço o auge da delícia que é escrever um poema e aquilo sai com toda beleza e potência que o ser pode suportar. Nossa! O senhor não tem noção do quando é extasiante a sensação... Mas, ainda assim, há um grande problema nisso tudo.

- Qual é?

- Minha promiscuidade literária é tão aguda, que às vezes, ela me leva a prostituição...

- Como assim?

- Eu sou capaz de escrever por dinheiro...

 

Juliano Leví ( satisfeito com o novo layout e satisfeito com a habilidade de fazer metáforas)

Muito feliz

 

 


Juliano Levi, 00h21

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21/05/2009

Layout Novo!

Finalmente, com layout personalizado!
Faz tempo que tento colocar esse layout, mas não queria fazer nada "meia boca"
e se eu fosse postar do jeito que estava ia ficar ruim.
Agradeço a meu amigo vanderson que cuidou direitinho da programação, parte que principalmente em blogs é bem chatinha.

Tentei fazer um layout bem simples, sério e bonito. De fácil leitura, sem que canse os nossos olhos.

Bom, é isso! Espero que gostem!


Davi Camelier, 20h54

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19/05/2009

Desculpe-me se fui um idiota,
Se agi demasiadamente grosseiro, ou pretensioso.
Se fui bobo demais, ou sério de menos.
Se agi assim, perdoe-me eu juro que estava fora de mim.
Coisa essa que frequentemente me acontece, seja por opressão ou por afirmação.
À s vezes ajo com as atitudes que mais abomino, e depois, sinto raiva de mim.
Mas toco a vida pra frente, como se nada tivesse acontecido e como se eu continuasse sendo o eu que eu gostaria – Por mais que eu saiba que não é uma verdade completa.
À s vezes critico muito. Mas ajo inferiormente ao criticado (me desculpe), sei que não sou tudo que digo, mas tento ser.
E se alguém souber como, exatamente, agir de acordo com o que queremos ser, me avise. Ainda não achei resposta.
Sei como agir, só não sei como por onde começo, por onde me mantenho, e por onde termino.
Desculpe-me se fui confuso.
Mas confusão maior mora em minha mente, quando percebo que a vida me leva e eu não consigo levar... a vida. Apesar de algumas vezes eu tomar a dianteira, e guiar ela no rumo certo (o que quero), perco energia, perco foco, perco... Tudo.

Desculpe-me por não ser eu como eu gostaria de ser.
Quem sabe um dia, eu descubra a fórmula, e divida com você.
Ou ainda, aprenda, com você.

Davi Camelier
3 de maio de 2009
01:10 da madrugada.


Davi Camelier, 15h25

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17/05/2009

Veneno

Você me intoxica, Prejudica meus sentidos,
Acelera meus batimentos,
Me paralisa completamente.

Escrevo por você,
Para te exorcizar dos meus pensamentos,
Para expulsar do meu organismo,
As chagas desse sentimento

E dói,
Arde nas entranhas do corpo e da alma,
Isso por que amo demais,
E não quero mais tanto querer.

Não posso sumir,
Nem pedir que você suma.
Na minha mente você está,
No meu coração você é.

Na minha cama provei,
Os mais diversos antídotos,
Queria mesmo uma dose,
Do meu veneno favorito.


Juliano Leví 04/05/2009 ( primeiro poema que publico no blog ^^. comentem )



Juliano Levi, 19h32

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11/05/2009

De noite

De noite todos gatos são pardos,
Todas rugas são lisas,
Todo sujo é limpo,
Toda luz é clara.

De noite tudo é mais simples
Tudo é mais calmo,
Tudo é menos confuso
Tudo é quase nada.

De noite quando todos dormem,
Eu fico acordado,
E me liberto da confusão de minha mente
Que só o dia irradia.

Em sua bagunça,
Em sua zoada
Em suas cores exageradas
Todas muito estouradas

Não digo que o dia é ruim
Só tem de aprender a ver.
Assim como a noite,
Que se mal-vista tende a assustar.

Tudo é questão de ponto de vista,
Seja ele claro ou escuro
E tudo isso que escrevi
É pra dizer que pra mim,
Tudo é menos confuso,
No escuro.


Davi Camelier, 01h44

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10/05/2009

Lupanar

Tenho o costume exótico de abrir o dicionário aleatoriamente e refletir sobre o termo que a mim se apresenta. Trata-se, para mim, de uma brincadeira saudável. Até enriquece o vocabulário. Outro dia encontrei a palavra “blandícia”, que significa carinho, delicadeza, zelo. Gostei tanto que usei num poema.

Parei para refletir como a linguagem é um meio poderosíssimo de exclusão, discriminação e fonte de arrogância de muitos indivíduos. Cotidianamente nos deparamos com especialistas que vomitam linguagem culta, jargões, termos técnicos, tentando nos impor uma falsa imagem de infalibilidade.

A palavra que encontrei no dicionário desta vez foi “lupanar”. Não é um verbo, é um substantivo. Palavra bonita, “lupanar” é um local específico, um estabelecimento. Imaginei então uma conversa entre duas senhoras, socialites, num desses “vernissages” pelo Brasil á fora:

- Ah! Eu mesmo apoio bastante as causas filantrópicas. Sou uma pessoa bastante solidária.

- É mesmo amiga? O que você faz?

- Pois é, sempre que posso faço meu marido visitar um lupanar...

Ou então o seguinte diálogo, num consultório de um médico especialista de alto nível:

- E então doutor, meu quadro é grave?

- É preocupante. Inclusive recomendo-lhe que vá a um lupanar o mais breve possível. Vou lhe indicar um que é de minha confiança...

Enfim, imaginei inúmeras outras situações nas quais o “lupanar” seria usado. Um mero mortal que ouvisse algum desses diálogos poderia pensar: “Nossa! Que pessoas inteligentes! Como falam bonito!”

Pois bem, aí vai meu alerta: não se iluda com quem fala difícil. Essa pompa e rebuscamento normalmente servem para defender títulos acadêmicos e esconder as deficiências do indivíduo. Quem quer ser compreendido fala com clareza, não se protege sob os escudos da intelectualidade e da erudição. Farsantes, hipócritas, charlatões. Eles estão à solta. No consultório médico, no plenário nacional, nas salas de universidades, nos templos das mais diversas religiões... Cuidado com eles.

A propósito, “lupanar” é o mesmo que prostíbulo, brega, casa de entretenimento adulto sexual.

 Muito feliz    Juliano Leví ( muito satisfeito pelo retorno do blog. Vale ressaltar, nosso país está se tornando um lupanar...)


Juliano Levi, 23h04

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07/05/2009

Norma

Essa tal que controla tudo,
e nos limita tanto, e de tal forma que nos faz
tão... normais?
Filhos da Norma e da Conduta, essa mais Severa, Severa a mais rígida,
e Rígida, que de tão frigida caiu em briga (junto com as outras parceiras) contra a sua ex-amiga
Coerência, que perdeu o sentido da vida, quando foi  engolida pela ganância das companheiras
Norma, Conduta, Severa e Rígida.

Davi Camelier


Davi Camelier, 23h32

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O Retorno !!!

Muito feliz

Galera, estamos voltando com tudo! Breve novíssimos textos, publicações e também velhos trocadilhos altamente previsíveis !

Espero que gostem !

 

Juliano Leví ( entusiasmado com o retorno. )


Juliano Levi, 21h48

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11/05/2008

Coisa de Novela - 2

Vou pegar a ponga no parceiro Juliano (laele) que iniciou o assunto novela. Algo que também me chamou atenção.

 

Religião.

A novela vem quebrando alguns tabus, não tabus idiotas, pra ser uma novelinha-exemplo.

O autor adota uma visão interessante de não preconceito.

 

Tem um evangélico filho de uma “mãe de santo”, que apesar de pastor, compreende a maneira pessoal que pessoas (desculpe a redundância), como sua mãe, acreditam em Deus. Ele entende sem anular a sua fé. Em oposição, o fanatismo (representado muitas vezes com exagero, devo acrescentar) que mostra um lado mais comum na realidade, diferentemente do primeiro.

Outro fato importante, foi a manifestação do candomblé na garota (que é uma mulher linda, diga-se de parada), algo muito puro, simples e bonito, mostrou um ponto de vista que nunca vi antes na TV aberta, algo muito respeitoso, diferente das sátiras e condenativas exibidas em todo lugar.

Fico feliz por saber que a TV brasileira muda, sei que ainda está uma merda(exceto futura J), até porque a novela no geral tem muita besteira, mas já é um caminho pra ficar legal.

 

 

Estou meio triste por não postar com mais freqüência, mas o farei.

Davi Camelier

 


Davi Camelier, 23h54

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09/05/2008

Coisa de novela

Não tenho o costume de estar assistindo, muito menos comentando novelas. Afinal, que espécie de homem e o que perde tempo com estes folhetins?! (Mentira! Sou noveleiro mesmo! E ainda fico comentando em casa!)

Porém, uma cena despertou meu senso crítico nos últimos dias. Nosso protagonista e companheiro do folhetim das nove horas, Evilásio, num comício político. A cena foi tocante. Não consegui me conter. Quase deixo lágrimas rolarem pelo meu rosto. A cena inicia-se com sua sogra (SOGRA! IMAGINEM SÓ!) discursando com extrema coerência em defesa de seu genro e de assuntos como igualdade racial, de gênero e uma série de outras causas sociais.Calma! Ainda não acabou por aí... Depois o próprio Evilásio assume o microfone e inicia seu discurso. Neste momento quase tenho orgasmos múltiplos no sofá da sala. O protagonista inaugura sua oratória citando Martin Luther King! O candidato à vereador proveniente da Portelinha não perde o ritmo e lembra-nos do grandioso Obama – candidato à presidência dos Estados Unidos, quase vencedor , por sinal – como um dos exemplos de sua luta em prol das minorias necessitadas. E conclui seu discurso vibrante nos fazendo acreditar que realmente o Brasil e a Portelinha têm jeito! Perfeito! Encantador!

Estou convicto de que Evilásio Caó (não sei exatamente a grafia exata de seu nome, preciso de um santinho!) possui o espírito político que nossa nação precisa pra entrar nos eixos! Trata-se de homem jovem, honesto, vindo de camadas sociais desfavorecidas, um homem de garra, que defende os interesses do povo! Enfim, eu não tenho mais dúvidas, o meu voto é de Evilásio!

 É uma pena que ele seja um personagem da ficção.

Fico pensando no que o diretor da novela queria que nós pensássemos da cena. Será que ele queria nos mostrar que este tipo de político só existe mesmo na novela das oito? Eu gostaria tanto de vê-lo no Jornal Nacional... São apenas alguns minutos antes. É uma pena mesmo. Resta saber - e fica uma réstia de esperança - que o autor tenha se inspirado em algum ser humano real. Difícil de acreditar não é? Infelizmente é muito difícil.

Bom, então vocês já sabem.  “Na eleição a certeza é uma só, o voto certo é Evilásio Caó!” (Acabei de criar o slogan). Na ficção ele é bastante promissor...

 

Juliano Leví (que anda pensando seriamente em procurar o tal candidato e se oferecer pra ajudar na campanha.)


Juliano Levi, 23h17

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Rodape