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24/07/2009

 

 

Gosto de escrever, porque escrevo o que gostaria de falar, e se eu falar, não vai sair nada do que eu queria dizer.

Não que eu seja um mudo e não possa falar, ou ainda fale através de grunhidos. Mas porque a emoção da conversa me atrapalha. Pode parecer um pouco exagerado falar “emoção”, mas para mim é bem por aí. O olhar, um gesto, uma fala de interrupção, da pessoa que ouve, ou ainda o simples fato de que as palavras se condensam de uma forma que eu não esperaria, e quando são ditas, são firmadas.

Sem falar na organização do pensamento que a fala não consegue acompanhar de imediato (pelo menos não em mim). Os pensamentos são soltos mas todos fazem sentido, e tem conexões, e quando se vai falando, elas vão se perdendo no exercício de falar. Principalmente quando quero falar de coisas subjetivas, como essa. Essas subjetividades são difíceis de expressar na fala direta, sem nem pensar no que vai falar. Será que sofro de algum tipo de deficiência? Acho que não, geralmente consigo me expressar bem, mas para assuntos subjetivos, é necessário uma organização maior do pensamento, uma seleção de idéias para que tudo possa parecer mais claro e são.

 

Sempre considerei a escrita algo complicado. Mas hoje vejo que complicado é a falar. A escrita só diz o que querermos dizer (geralmente) e a fala, expõe a alma às diversidades e influências de uma conversa tornando o assunto muito diferente do que deveras ser dito.

 

Que bom que é assim. Me sinto preso em falar, mas não em me expressar. Já é um passo.

 

Fui claro? ;)

 

Davi Camelier, que gostaria de publicar mais, mas o escritor d'alma não tem ajudado muito.

"Escrever é fácil. Basta que você se sente e fique olhando para o papel em branco até que o sangue comece a porejar de sua testa." - Gene Fowler


Davi Camelier, 03h43

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23/07/2009

Soneto Tum-Tum

 

Posso ouvir seu coração?

tum-tum

O que é doce não causa dor.

tum-tum

Pra onde meus sonhos irão?

tum-tum

Se os ouvidos sei onde pôr.

tum-tum

 

Esse ritmo, essa vibração,

tum-tum

tenho certeza que é amor,

tum-tum

me seguro, escondo aflição,

tum-tum

sou amante, poeta e ator.

tum-tum

 

Estendo minha mão,

tum-tum

escrevo um poema,

tum-tum

com afã, com todo o ardor.

tum-tum

 

Sem hesitação,

tum-tum

adoro essa cena,

tum-tum

trilha sonora pro sol se pôr.

tum-tum

 

Juliano Leví ( nossa...sonetos são difíceis...o.O)


Juliano Levi, 22h07

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20/07/2009

As vantagens

 Na noite mais fria do ano,

o sentimento não é segredo,

as intenções são bonitas,

os elogios, verdadeiros,

saudade, imortal.

 

mãos, geladas,

o coração, aquecido,

os olhos são brilhantes,

o abraço é mais apertado,

e quantos poetas você conhece?

 

Juliano Leví ( adora ser o que é )


Juliano Levi, 01h13

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Rodape