BRASIL, Nordeste, SALVADOR, BROTAS, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, Twi
MSN -
Caramba, ultimamente tem transitado no meu blog tanta gente com o coração partido...Não que eu tenha nada contra e sei que isso acontece com todo mundo. Meus poemas, por vezes, tratam do amor dentro dessa perspectiva. Mas o que me assustou desta vez foi a quantidade e a qualidade de quem teve seus sentimentos frustrados. Vou explicar melhor...
Estou falando aqui de mulheres bonitas, inteligentes, com personalidades fantásticas, mas que foram despensadas recentemente. Não vou fazer juízo de valor dos caras que terminaram com elas, nem mesmo quero saber as motivações deles. A grande questão é: por que garotas tão boas passam por tantos relacionamentos frustantes?
Não há a possibilidade de se questionar o valor de quem estou falando. Falo de garotas que REALMENTE valem à pena e merecem muito mais do que tem surgido pra elas. Assim, o problema se desloca pro outro lado: onde estão os caras que valem à pena?
Parece ridículo e artificial eu fazer uma pergunta como essas. Mas não é. Poucos têm a sensibilidade de notar que as pessoas, não só os homens, são cada vez mais fúteis ao nosso redor. Não me refiro só a Salvador. Falo de Bahia, Brasil. Essas garotas a quem me refiro são maravilhosas, mas simplemente não têm encontrado ninguém à sua altura. Ninguém que tenha coragem e seja legal o suficiente para encarar um relacionamento saudável com elas.
Dessa forma, é fácil compreender por que tanta gente por aí foge de relacionamentos mais sérios. A maioria dos que se machucaram, vestem pesadas máscaras anti-sentimentais e se jogam no “pega e não se apega”, como se isso fosse solução pra alguma coisa. Claro, tudo tem seus momentos, mas de nada adianta beijar mil bocas, se nenhuma deixar lembranças. Antes beijar uma só.
Pra que isso não vire um livro, por que rende, vou encerrando por aqui. Espero que eu tenha sido compreendido. Não estou aqui mandando ninguem entrar em desespero atrás de alguém especial. Nem espero que alguém ache que essas pessoas sumiram. Enfim, às meninas, aconselho levantar a poeira e manter a auto-estima, que é essencial. Aos caras legais , aconselho encontrar essas garotas, a chance de ser feliz é imensa.
Juliano Leví (se conselho fosse bom, eu alugava, que renderia por mais tempo.)
Sim, tô morto de cansaço.
Cansado de só pensar em você,
morrendo de vontade ti.
Cansado de olhar sua foto e suspirar,
morrendo de saudades.
Cansado de inventar indiretas,
morrendo de medo que você me rejeite.
Cansado de esperar uma oportunidade,
morrendo de ansiedade pra tê-la.
Exausto,
por ser oprimido por sua beleza possante.
Agonizando,
por cada segundo longe de ti.
Desgastado,
por me expôr à tal ponto.
Desfalecendo,
por ter seu peito tão longe do meu.
Sim,
estou morrendo de cansaço.
Cansado de morrer de amores por você.
Juliano Leví (simplesinho né?!)
Hoje o sol me castigou.
Quente e seco.
Não adiantava fugir, onde eu fosse, o que eu sentisse, me perseguia
Não encontrei sequer uma sombra fria,
um abrigo seguro.
só amarelo e quentura.
O cansaço pesava sobre meus ombros.
Pior saber o peso do futuro próximo
De não querer fazer mais nada.
Cada fresta era “um tapa” ardido,
No ônibus eu suava seco e úmido, abafado.
Pagando todos pecados que cometi
E que já pensava em cometer
Então,
Por fim, senti o vento, afago, como quem diz:
Você sabe bem porque fiz.
Pai danado esse, num mesmo dia, me foi demônio e anjo.
Só não sei se aprendi a lição.
Se tudo que senti foi válido, pra uma mudança,
Ou pra um simples poema, quem dera canção.
Davi Camelier - Finalmente teve idéia de escrever algo.
Num desses encontros casuais que a vida proporciona, os caras se encontram. Estacionamento de um shopping. A conversa:
- E ai cara! Quanto tempo! Como tá sua vida?
- To tranquilão, graças à Deus.
- Carrão hein? Comprou quando ?
- Tem pouco tempo... é importado. E você? Casou foi!? Que beleza...
- Casei, casei bem, graças à Deus. Com a Luciana, voce conheceu. É assim mesmo, quando agente menos espera, tá saindo do time dos solteiros.
- Pois é...tá feliz hein?!
- Ô...agora, e você hein cara? Carrão, bem de vida, solteiro, todo pinta de bonitão aí...quem te faria um bem retado era a Fernanda.
- Fernanda...Qual Fernanda? Aquela Fernanda de lá do bairro?
- Ela mesmo...e tá uma gata! Além do mais, sempre foi excelente pessoa lembra?
- A tá...mas a Fernandinha eu já comi! Não te contei?
- ...esquece, você não entende do que eu tô falando...
Juliano Leví ( legal ? deu pra sacar ? )
Tendo humanizado a deusa, voltei para casa.
E escrevi um poema,
para quem não mais me inspira à fazê-lo.
Nada poderia ter sido mais comum naquele dia.
Os altares foram meros blocos de pedra,
as oferendas sequer existiram,
e os rituais, penduricalhos sentimentais.
E não houve nervosismo,
ansiedade,
desejo,
inibição.
Somente um homem e uma mulher,
sem asas,
sem imortalidade,
sem devoção.
Nem segundas,
nem terceiras intenções.
Se é triste,
irônico,
cômico ou trágico,
não cabe à mim julgar.
Um coração nesta história foi devolvido.
É maravilhosa a vida,
e as reviravoltas que ela dá.
Juliano Leví ( nunca mais eu tinha escrito nada. ^^)
Por que não disse logo que não era eu,
aquele que deveria ter sido o seu?
Hoje , eu rio,
mas chorei quando foi preciso.
Prefiro ser correspondido.
Juliano Leví ( ^^ )
Quando os brilhantes não valerem mais,
quando os olhos não brilharem mais,
quando não existir esperança,
os esforços terão sido em vão ?
Por que se curvar se a vida oferece mais?
Não fraqueje,
não tente parecer forte.
Seja.
O coração nunca morre de verdade,
por pior que seja o impacto,
somos todos sobreviventes sentimentais.
Para os poetas isso é mais bonito.
O poeta não escolhe sua musa,
é escolhido por ela,
não há procura,
há uma inexplicável ligação,
uma aura mística indescritível.
Um gesto qualquer,
despretensioso,
simples,
como um sorriso,
uma voz melodiosa,
desperta em nós a divina maldição.
É destino do poeta,
ser arrebatado,
por furacões de ternura irresistível,
por taquicardias incontroláveis.
Se petrificado o coração,
vigoroso renascerá,
como um lindo milagre,
que só o amor pode proporcionar...
Juliano Leví ( ^^ )
Vem agora,
que anseio você,
vejo-me ofegante de pensar,
ser seu enquanto te possuo.
Vem,
frágil e insaciável,
arranca minha virgindade sentimental,
sangra meu coração,
arranha minhas costas.
Vem,
tenra e úmida,
penetra meu peito,
como quero fazer-lhe a carne.
E trava meu tronco tenso,
ao teu colo macio.
Vem,
faz de mim um homem que ama,
que esqueci meu norte em tuas coxas.
Vem agora,
que anseio você,
as que me prendem pelos quadris,
não me tocam o coração.
Juliano Leví ( originalmente escrito em 02/04/2009 )
Sou tão ingênuo com você,
tão cego.
Você me engana,
e eu gosto.
De que adianta dizer que sente minha falta,
se continua sumida?
Por que me manda fotos,
se sua presença é mais marcante?
Você só quer me deixar em dúvida,
me manter preso à você.
Manter vivo meu carinho,
à custa de migalhas amorosas.
Sou um sobrevivente sentimental,
resisti a duros golpes,
mas me recuso a oferecer a outra face,
pelo menos desta vez.
Volta logo,
aparece na minha janela,
chama pelo meu nome,
que eu vou.
Cada segundo de sua ausência,
me dá mais vontade de esquecê-la.
Decida-se,
preciso voltar a escrever poemas alegres...
Juliano Leví (nunca mais eu tinha escrito nada)
Penso que estou nisso à tempo demais...
As princesas que eu beijei não acordaram,
cansei de escalar usando tranças,
carrego um sapato de cristal que não cabe em ninguém.
Meu cavalo está encardido,
acho que levei os dragões à extinção,
as bruxas todas já me conhecem.
Estou cansado disso tudo,
ficar por aí salvando donzelas,
que nem são mais tão donzelas assim...
Minha armadura já enferrujou,
meu escudo já não brilha mais,
minha espada eu vendi para um mosqueteiro.
Vou sair desta vida de cão,
não sei se há mais princesas neste mundo,
e se existem, já viraram rainhas.
Vou subir numa torre,
contratar um dragão como guarda,
e descansar em paz, ao menos uma vez...
Juliano Leví ( gostei. )
Se você quiser me abraçar e me beijar,
eu deixo.
Se você quiser tirar minha roupa e me amar,
eu deixo.
Se você quiser me fazer feliz, me festejar,
eu deixo.
Eu sonho com seu prazer,
você é tudo que quero.
Vem,
só você pode,
você eu deixo.
Não sei se deveria,
mas deixo,
por que te amo.
Juliano Leví ( exausto )
Eu sonhei com um lugar onde não havia violência, onde não havia criminalidade. Era espantoso como este lugar era agradável e diferente do nosso. A vida seguia um ritmo comum, mas não se via medo nos rostos das pessoas. Tragédia, nos jornais, só se fosse um desastre natural. Um lugar onde o índice que mais subia era o de satisfação.
Neste lugar as grades não mais existiam. Por que tê-las? Se não havia ninguém que violasse nada? As portas e janelas estavam lá, mas somente para impedir aquele vento frio que entra no inverno. Cadeados sim, estes eram muito importantes. Afinal as meninas não deveriam deixar seus diários por aí...Cofre era uma palavra que nem existia no idioma daquele lugar.Os policiais, coitados, viraram todos bombeiros, pois não havia crime para combater. Mas contra o fogo, nunca se sabe.
Os juízes viraram escritores, os advogados, poetas. Os seguranças viraram jardineiros, salva-vidas, instrutores de academia...Ah! Os grandes especialistas em segurança continuavam lá. Suas palestras falavam de como evitar choques no chuveiro elétrico, como evitar incêndios,como sempre manter certos objetos longe de crianças...Segurança pública? Só se fosse pra evitar que jogassem lixo no chão.
No verão, as pessoas dormiam em redes, na frente de suas casas, por causa do calor. As crianças brincavam pela rua, sem medo de descobrirem o mundo que as cercava. Os adolescentes ficavam na rua até tarde, os pais só se preocupavam se houvesse aula no dia seguinte. Ninguém precisava de senha de banco. Os fabricantes de armas faziam as de brinquedo: as melhores e mais belas pistolas d'água já inventadas.
Enfim, era um lugar melhor que o nosso. Onde as sinaleiras não eram perigosas. Onde os muros não serviam pra nada, só pra gastar tijolos. As cadeias estavam lotadas...de professores alunos, por que não eram mais cadeias, eram escolas. Era, sem dúvida, um lar, um lugar mais bonito. Por fim, acordei torcendo pra que este sonho tenha sido uma premonição.
Juliano Leví ( complicado...)
Quem há de entender os desvios do coração?
Eu não entendo,
não me parece lógico.
Sinto uma vontade imensa de amar o que não me pertence,
na madrugada isto me invade,
me tira o sono,
me faz sonhar acordado com o que poderia...
ou deveria ter sido.
Cansado,
à frente da tela apenas descarrego,
pra voltar pra cama com o espírito quieto,
desacelerar meu peito,
resfriar meu corpo,
que anseia,
mais do que tudo,
com toda força.
Mas o que há de errado comigo?
Não é dos poetas o poder de amar demais?
Por que dói tanto?
Eu deveria estar acostumado com isso...
sinto à tanto tempo,
mas a dor nunca é igual.
Músculos tensionados,
dor de cabeça,
confusão mental,
palpitação.
Parece sintoma de doença.
Isso era pra ser bom?
Só escrevo por que não sei como falar.
Se falasse não sei se seria ouvido,
nem levado à sério.
Me parece que meus olhos não tem o poder da poesia.
E isso me machuca,
me magoa.
Amigos me dizem pra parar com isso,
esquecer, desencanar,
que está ficando ridículo,
chato demais.
Nem sei mais o que responder,
eu mesmo já me sinto assim.
É como uma fome,
uma necessidade gritante,
cada segundo que passa o organismo pede mais,
e fica debilitado, enfraquecido,
só o amor é o alimento da alma,
só há quietude na satisfação completa.
Juliano Leví ( não sei o que dizer diante deste )
Foi repentino,
muito rápido,
quando notei ele já estava caído,
nocauteado com o ferimento fatal.
Abracei-o,
tomei-o nos meus braços,
o sangue rubro manchou meu peito,
senti o choque da hedionda realidade.
Soltei um grito potente,
gultural, animalesco,
minha garganta ardeu, inflamou,
e o som ecoou no labirinto.
Quis ter caninos gigantes,
pra pular na jugular do assassino,
por puro instinto,
da vingança instantânea voraz.
Mas o inimigo não estava mais ali.
Chorei.
Apertei aquele corpo agonizante,
como se quisesse transferir-lhe vida.
Ele soluçou,
do corte profundo o sangue ainda escorria,
com um sorriso no rosto,
esforçou-se para me dizer:
Não lamente a minha partida,
amor e dor é uma rima pobre,
ridícula.
Experimente viver seus sonhos...
E fechou os olhos,
deu um suspiro derradeiro.
Com trilha sonora saudosa e inaudível,
vi morrer meu sentimento.
Juliano Leví ( escrito originalmente em 21/06/2009 )
Ah droga! Fui subjugado. Tem algo atravessando meu peito, o sangue jorrará se eu tentar arrancá-lo. Eu estou morrendo?! Tudo por causa dela! Era matar ou morrer, mas descobri tarde demais... Quando eu voltar, se eu voltar, nada estará como antes... Mas eu prometo, que ainda vou matá-la, com lágrimas nos olhos, com água na boca, com suor no corpo, eu preciso matá-la. Antes que eu me torne sua vítima, serei o seu algoz, saudade. Juliano Leví ( escrito durante insônia )